CONCIDADÃOS DOS SANTOS
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Autor : ANTÔNIO CÉSAR SEGANFREDO
Editora : PLURALIDADES
Páginas : 230
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 1.3
ISBN : 9786553722712
Situação : Lançamento
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Nesta obra, Antônio César Seganfredo oferece um estudo aprofundado sobre Efésios 2,19 e o emprego da metáfora "concidadãos dos santos", demonstrando como o autor da Carta, discípulo do apóstolo Paulo, se apropria de concepções políticas do mundo greco-romano para comunicar uma mensagem de inclusão. Na Antiguidade, assim como nos dias atuais, a cidadania estava associada à participação na vida política da comunidade. Entre os gregos, essa ideia era expressa pelo conceito de politeía, que designava a condição de pertencimento e participação do cidadão na pólis; entre os romanos, o termo correspondente era civitas, entendido como o vínculo jurídico e político que integrava o indivíduo à comunidade cívica de Roma e seu Império. Contudo, tanto apoliteía quanto a civitas eram fundamentadas em critérios rigorosos de pertencimento, reservando direitos políticos, jurídicos e sociais apenas a determinados grupos privilegiados. Estrangeiros, escravizados, mulheres e outros segmentos da populaçãoeram excluídos da participação cívica, o que tornava a cidadania um privilégio restrito a poucos. Em contraste com essa lógica excludente, o autor da carta aos Efésios, partindo do seu substrato bíblico, recorre ao ambiente cultural e político do mundo greco-romano para utilizar a metáfora "concidadãos dos santos" com um sentido radicalmente distinto: não o da exclusão, mas o da inclusão - por meio da cruz de Cristo Jesus - de todos os que aderiam ao Evangelho, independentemente de sua origem étnica, social ou cultural, na ekklesía. Dessa forma, o livro evidencia como uma linguagem política amplamente conhecida em seu tempo foi ressignificada para expressar a universalidade da mensagem cristã. A comunidade cristã, na perspectiva do autor,é um espaço de cidadania alternativa e inclusiva. Esse anúncio era irrelevante na sociedade greco-romano do tempo. Contudo, conferia dignidade, na fé, aos membros da ekklesía, ao mesmo tempo em que carregava consigo um gérmen transformador, cujo validade é perene e desafia os seguidores de Jesus de todos os tempos.
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