DOSTOIÉVSKI E A DIALÉTICA: FETICHISMO DA FORMA, UTOPIA COMO CONTEÚDO

DOSTOIÉVSKI E A DIALÉTICA: FETICHISMO DA FORMA, UTOPIA COMO CONTEÚDO

Autor(es):
Ricardo Vassoler,flavio
Editora:
Editora Hedra
Código:
60005

De: R$ 74,00 Por: R$ 62,90 À vista: R$ 62,90

Comprar

Disponibilidade sujeito a confirmação em nossas filiais.


O prazo para confirmação de estoque em nossas lojas é de 3 dias úteis + o prazo de entrega da transportadora.




Em caso de indisponibilidade: Prazo para encomenda do produto com nossos fornecedores 7 dias úteis + o prazo de entrega da transportadora.

Disponibilidade sujeito a confirmação em nossos fornecedores.

Calcule o frete e o prazo de entrega:PrazoValor

Em Dostoiévski e a dialética, Flávio Ricardo Vassoler põe em xeque a interpretação mais famosa da obra do romancista russo, eternizada pelo crítico soviético Mikhail Bakhtin em Problemas da poética de Dostoiévski, de que seu conjunto comporia uma "catedral polifônica", ou seja: um concerto de vozes em harmonia em uma construção erigida em bases sólidas.Fiódor Dostoiévski, por romances do porte de Irmãos Karamazov e Crime e castigo, é considerado um dos maiores escritores da história. Sua profunda investigação da psique humana, pensada filosoficamente através de seus personagens, o tornaram inspiração e leitura indispensável para inúmeras correntes de pensamento que surgiriam a partir da segunda metade do século XIX, dentre as quais se podem destacar o niilismo, o existencialismo e a própria disciplina da psicanálise. Significa dizer que Dostoiévski teve influência fundante na tradição filosófica que o sucedeu e que ainda rege, em boa parte, nossa concepção de mundo.Para Vassoler, aideia de harmonia presente em Bakhtin vai de encontro ao caráter contraditório, dialético, da chamada catedral dostoievskiana. No cerne de seu argumento, o autor vai "aos porões", ao que subjaz a essa construção harmoniosa para nela "insuflar ar dialético" e assim enxergar sua contraditoriedade latente. As vozes em harmonia de Dostoiévski comporiam, em sua investigação do indivíduo, um diagnóstico do capitalismo insurgente, em que o sujeito é também súdito: esse coro estaria abafado, enforcadopelas cordas vocais do subsolo.Vassoler então ressignifica a catedral e pensa uma polifonia dialética, vozes que contraporiam cristianismo e socialismo, Allan Kardec e Hegel, Cristo e Marx, Bakhtin e Adorno, contradições postas cuja síntese, a própria catedral, seria fruto de oposições e não mais de harmonia. O que torna ainda mais interessante a tese de Vassoler é pensar as limitações de Bakhtin à luz da época em que escreveu sua obra-prima, em pleno regime stalinista: a rigidez da ditadura implicava o apagamento do que era basilar da própria estrutura teórica que originou a Revolução Bolchevique, a contradição. Dostoiévski teria, então, projetado as afinidades entre o socialismo real e o capitalismo para muito além do dogmatismo da Guerra Fria, e, ao demonstrá-lo, Vassoler compõe um trabalho dialético e multifacetado, qual seu objeto de análise.

Código de barras:
9788577155910
Edição:
1
Marca:
Editora Hedra
ISBN:
9788577155910
ISBN13:
9788577155910
Número de páginas:
406
Peso:
500 gramas
Encadernação:
BROCHURA
  • Nome do Autor RICARDO VASSOLER,FLAVIO