Diante da própria gravidez e da pergunta "com quem deixar meu filho?", a autora decidiu construir um projeto que capacitasse as pessoas e profissionais para esse trato. O que aquele pequeno ser, que ainda não podia se expressar, estaria sentindo? E, qualquer que fosse a resposta, ela precisaria vir acompanhada de um princípio básico: "cuidar com o coração". Surgia aí o Cuidado Humanizado Integral, um programa que deve ter beneficiado centenas, milhares de pequenos bebês, amadurecendo o olhar daquele que cuida. Desde seu nascimento, esses pequenos seres vão formando compreensões do mundo a partir das informações que desse mundo recebem. Por isso, toda atenção é necessária na relação com seu psiquismo frágil, sensível e altamente maleável. Não é por acaso que em torno de 90% dos traumas fixados são construídos na infância. A autora salienta essa verdade com propriedade: "E assim o bebê passa a ocupar um lugar simbólico e ressignificado de si mesmo e do Outro que irá cuidá-lo, o que resulta ao longo da prática cotidiana na compreensão da importância do seu próprio fazer enquanto profissional que cuida de bebês e crianças, até o exercício profissional coletivo, da profissão de Cuidador Infantil".