"O horror é uma importante ferramenta de catalogação da vulnerabilidade humana. É a nossa fragilidade convertida em ato de imaginação. Neste sentido, não é apenas entretenimento, embora também possa ser muito divertido. O horror é uma máquina política de narrar." Cristhiano Aguiar, autor de Gótico nordestinoA literatura é o espelho convexo de que lançamos mão para compreender a realidade. O que enxergam, então, as autorias brasileiras de horror diante do cenário atual do país? Como estão nos lendo? Quais suas distopias, seus arrepios, as personagens que caminham sobre seus túmulos? Os treze nomes aqui reunidos - Verena Cavalcante, Larissa Prado, Fernanda Castro, Juliana Cunha, Tanto Tupiassu, Bruno Ribeiro, Márcio Benjamin, Irka Barrios, Cláudia Lemes, Karine Ribeiro, Úrsula Antunes, Lucas Santana e Oscar Nestarez - respondem a essas perguntas e reelaboram nossos modelos de espanto em treze contos nos quais o medo é a prova dos nove.