HABEAS CORPUS 159: A SEDIÇÃO DE SANTA IZABEL E A DÉCADA DO CAOS NA PRIMEIRA REPÚBLICA
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Autor : FÁBIO RODRIGO CIRINO LEITE
Editora : EDITORA CRV
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 16 x 23 x 4
ISBN : 9786525195834
Situação : Sob Demanda
Data de lançamento : 12/08/2026
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A história não se limita ao que aconteceu. Ela também se ocupa daquilo que uma sociedade escolheu lembrar, daquilo que preferiu esquecer e, sobretudo, das razões que explicam ambas as escolhas. É justamente nessa tensão entre memória e esquecimento que se situa a obra que o leitor tem em mãos. Há livros que oferecem respostas. Outros, mais raros, devolvem ao leitor perguntas que pareciam definitivamente resolvidas. Esta obra pertence à segunda categoria. [.] Não deixa de ser significativo que uma obra sobre a Primeira República seja apresentada ao leitor sob o título de um habeas corpus. A escolha não se limita a identificar uma fonte documental particularmente relevante. Ela sinaliza, desde a capa, uma opção metodológica: compreender os conflitos políticos não apenas por meio das narrativas tradicionais, mas também a partir dos vestígios preservados nos autos judiciais. É uma forma de lembrar que, muitas vezes, os arquivos do Judiciário guardam dimensões da experiência histórica que outras fontes deixaram escapar. [...] Ao recuperar a Sedição de Santa Izabel, o autor não pretende apenas preencher uma lacuna cronológica ou acrescentar um capítulo à historiografia capixaba. Seu propósito é substancialmente mais sofisticado: compreender por que um acontecimento suficientemente expressivo para mobilizar autoridades, provocar repressão estatal e desencadear rearranjos políticos praticamente desapareceu da memória coletiva. [.] O resultado é uma investigação sólida, conduzida com rigor metodológico e sustentada por amplo trabalho documental, que ultrapassa a simples reconstituição de um episódio histórico para oferecer uma reflexão mais ampla sobre Estado, poder, memória e identidade regional. E a relevância e o ineditismo da obra partem dessa combinação entre pesquisa cuidadosa e interpretação crítica. Do prefácio de Raphael CâmaraEspecialista em Direito. Mestre, Doutor e Pós-doutor pela Universidade Federal do Espírito Santo. Desembargador no Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
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