Introdução à teoria social latino-americana trata da relação entre ideias e um espaço e um tempo específicos, analisando como a periferia latino-americana produz, se apropria, transforma e ressignifica teorias, numa relação complexa com o centro capitalista euro-estadunidense, do final do século XVIII até aos nossos dias. Os processos de independência funcionam como fio condutor do livro e, portanto, da própria teoria social latino-americana - nem que seja como meta, até porque, desde o século XIX, se percebe como a América Latina está longe de realizar sua emancipação, que pode assumir significados variados e até contraditórios, pressionando a realidade.Os ensaios aqui reunidos abordam a vida e a obra de dezessete escritores e escritoras, que vão dos venezuelanos Francisco de Miranda e Armando Córdova ao argentino Domingo Faustino Sarmiento e à chilena Gabriela Mistral. Entre eles, aparecem o prócer da independência, Simón Bolívar, e um autor cujo radicalismo destoa de sua época, José Martí, além do principal formulador do indianismo que tem agitado os Andes, o boliviano Fausto Reinaga, e da aristocrata argentina Victoria Ocampo. Ou seja, estão aqui nossos "clássicos", condição do portorriquenho Eugenio María de Hostos, do mexicano José Vasconcelos, dos argentinos Manuel Ugarte e Ezequiel Martínez Estrada, do peruano José Carlos Mariátegui e do cubano Roberto Fernández Retamar.