JUDAPESTE: O HOLOCAUSTO HÚNGARO, ENTRE OS QUE FICARAM E OS QUE FUGIRAM
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Autor : MARINA COSTIN FUSER
Editora : AZUCO PUBLICACOES
Páginas : 208
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 14 x 21 x 1.6
ISBN : 9786585057400
Situação : Lançamento
Data de lançamento : 25/08/2026
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Judapeste: O Holocausto húngaro, entre os que ficaram e os que fugiram", de Marina Costin Fuser, é um tocante relato de resgate de memória que entrelaça história, identidade e afeto. A jornada tem início num verão europeu, quando a autora e a sua prima alteram o roteiro de viagem para incluir Budapeste. Após o impacto devastador de visitar o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polónia - onde parte da sua própria história familiar foi tragicamente ceifada -, Marina chega à capital húngara. Lá, descobre por acaso uma antiga piscina pública na Ilha Margit. Anos depois, ao mostrar as fotografias à sua amada avó Lídia, descobre uma conexão mística: era exatamente ali que a jovem Lídia nadava diariamente antes de a guerra virar o seu mundo do avesso.A partir deste elo afetivo, a obra mergulha numa profunda reconstituição do passado das famílias Costin, Fenyvesi e Billitz. Criada no Brasil sem plena consciência das suas raízes, a autora investiga o doloroso processo de "desjudaização", conversões forçadas e mudanças de sobrenome (como a transição de Teitelbaum para Fenyvesi) adotados para escapar à perseguição antissemita na Europa Central.Com apurado rigor histórico, a narrativa reconstitui o avanço do fascismo na Hungria, a invasão alemã de 1944, a violência do Partido da Cruz Flechada e os perigosos esquemas de fuga que permitiram à família escapar. O livro acompanha a transição dos refugiados por Portugal até ao desembarque e recomeço no Brasil em 1947.Mais do que uma biografia familiar, "Judapeste" é uma reflexão universal sobre o pertencimento, o trauma transgeracional e o dever da memória. Contra a anestesia do esquecimento e a banalização do mal, Marina transforma lembranças em atos de resistência, celebrando a vida, o amor e o reatamento com as tradições ancestrais.
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