Síntese do prefácio de Ana Paula Arendt*O albatroz é a ave que sobrevoa a vastidão do mistério. Símbolo da beleza, da liberdade e de um elo silencioso entre o humano e o divino, ele acompanha o navio do Velho Marinheiro até o instante em que, num gesto impensado, é morto - inaugurando uma jornada de culpa, estagnação e sofrimento.Em O Canto do Albatroz, Cláudio Gonçalves dos Santos convida o leitor a revisitar A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Coleridge (1772-1834), como quem retorna aooceano de sua própria interioridade. Entre poesia, filosofia, psicanálise e espiritualidade, o livro explora o mistério das ações humanas, o impulso destrutivo que age sem razão, o peso da consciência e a lenta possibilidade de redenção.Mais do queuma leitura crítica, esta obra propõe uma experiência contemplativa. O mar surge como metáfora da existência; o albatroz, como sinal de uma beleza que não pode ser possuída nem dominada; e o relato do marinheiro, como a necessidade humana de narrar aprópria queda para reencontrar sentido.Um livro sobre o mal que nasce da falta de pensamento, sobre o amor que não se deixa controlar e sobre a travessia interior que transforma culpa em consciência - e silêncio em palavra poética.*Pseudônimo de R.P.Alencar