O ESTADO PATRIMONIADO E A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ESCOLA PRIMÁRIA PAULISTA: APROXIMAÇÕES A PARTIR DOS ANUÁRIOS DE ENSINO

SKU 330296
O ESTADO PATRIMONIADO E A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ESCOLA PRIMÁRIA PAULISTA: APROXIMAÇÕES A PARTIR DOS ANUÁRIOS DE ENSINO

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9786562370157
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      Géssica Priscila Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      MERCADO DE LETRAS Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      288 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      14 x 1.3 x 21 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9786562370157 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Disponível Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      01/09/2026 Indisponível
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A força deste livro está na clareza com que reconstrói dois movimentos históricos decisivos: a forma assumida pelo Estado brasileiro nas primeiras décadas republicanas - um Estado patrimoniado, loteado por interesses oligárquicos sob aparência de modernização - e a institucionalização da escola primária paulista como parte da engrenagem dessa arquitetura estatal. Ao combinar rigor documental e análise política, mostra que a escola não foi desenhada como direito universal, mas como instrumento funcional a um projeto de poder, administrado pela lógica da seletividade e da conveniência territorial. A partir de um diálogo rigoroso com os Anuários do Ensino, a autora demonstra como a racionalidade política do patrimoniamento definiu limites, formatos, ritmos e lugares da escolarização, ao assumir parâmetros estritamente regulados, financeiramente contidos e politicamente calibrados. A promessa republicana de escolarização para todos convivia, na prática, com mecanismos de exclusão administrada, ajustes pontuais e concessões estratégicas às forças locais para a preservação de hierarquias sociais e eleitorais, mas ordenados o suficiente para legitimarem o regime republicano. O que aparentava falta de planejamento ou falha administrativa emerge aqui como coerência estrutural de um estado organizado para modernizar sem democratizar. Ao iluminar esses dois eixos - Estado e escola -, o livro produz uma chave interpretativa consistente para compreender por que a desigualdade educacional não é acidente histórico, mas resultado de um projeto deliberado de organização do poder. [João dos Reis Silva Júnior]

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