O mais estranho dos países

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9788535922486
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      Campos: Mendes Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      COMPANHIA DAS LETRAS Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      352 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2013 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2013 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      13.7 x 2 x 21 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9788535922486 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Sob Encomenda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      22/03/2013 Indisponível
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O mais estranho dos países pode ser dividido em duas seções. Na primeira metade, com textos centrados nos anos 1960, Paulo Mendes Campos dedica-se à exaltação do Brasil. Eram tempos do nascimento da bossa nova, do cinema novo, a arquitetura e o futebol encantavam o mundo com seu atrevimento ensolarado. Embora arrebatada, porém, sua prosa é concisa, elegante e com olho fino para a feitura precisa da frase, isso sem falar no ritmo hipnótico mas dinâmico, ritmo de poeta - e a expressão "prosa poética", tantas vezes usada para tratar pejorativamente um texto meloso e molenga, encontra sua mais perfeita tradução nas descrições que o autor faz de Minas, do Rio, de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Amazônia. Há ainda textos de importância histórica imprescindível - como a crônica em que retrata o processo de criação de Murilo Rubião, que levou 26 anos para finalizar um conto, ou a memória da obscura revista Comício, que estrelou em sua redação um time inacreditável: Rubem, Vinicius, Millôr, Otto, Sabino, Clarice, Antonio Maria e Sergio Porto. A segunda metade é devotada à arte do perfil - e Paulo Mendes Campos tinha grandes personagens e anedotas sensacionais à disposição. Preciosos são justamente os perfis dos amigos, tão ternos quanto informativos no detalhe. Definições arrebatadoras: "Ari Barroso não foi tão assíduo quanto Antônio Maria no Ministério da Noite, mas não chegou a ser um funcionário relapso". Palavras de um autor arrojado e sempre em busca da frase definitiva.

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