Cód. 329538
O mundo que conhecíamos ficou para trás: Testemunhos de mulheres de Gaza
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Autor : Rania Jawad
Editora : MÓRULA EDITORIAL (CT)
Páginas : 152
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 14 x 2 x 21
ISBN : 9786561281935
Situação : Sob Encomenda
Data de lançamento : 11/09/2026
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Há livros que explicam um conflito. Outros procuram interpretá-lo. Este livro faz algo mais raro e mais necessário: entrega a palavra a quem viveu a guerra por dentro.As páginas reúnem testemunhos de mulheres da Faixa de Gaza. São jornalistas, estudantes, mães, filhas, profissionais, escritoras. Mulheres que narram o cotidiano atravessado pelos bombardeios, pelo deslocamento forçado, pela perda da casa, pela fome, pelo medo e pela incerteza. Mas narram também aquilo que resiste à destruição: a memória, os afetos, a dignidade e a esperança.Aqui não há personagens criadas pela imaginação nem relatos reconstruídos à distância. São vozes que escrevem enquanto a guerra acontece.Vozes que registram, muitas vezes entre uma fuga e outra, aquilo que nenhuma estatística consegue expressar. Cada testemunho preserva uma experiência singular e, ao mesmo tempo, revela a dimensão humana de uma tragédia coletiva.Não se trata apenas de conhecer os acontecimentos, mas de encontrar pessoas cujas vidas foram radicalmente transformadas pela violência. Mulheres que recordam os cafés à beira-mar, os quartos dos filhos, os livros, os sonhos interrompidos, as amizades perdidas e a angústia de não saber se haverá um amanhã.Mais do que um registro histórico, este livro é um arquivo de memórias vivas. Um gesto de resistência contra o esquecimento. Ao compartilhar suas histórias, essas mulheres preservam não apenas a lembrança do que viveram, mas também afirmam sua humanidade.Reunidos, esses testemunhos compõem uma narrativa que nenhuma voz isolada poderia construir. São fragmentos de vidas que, lado a lado, formam a memória de um tempo de devastação, mas também de coragem, de permanência e de recusa ao silêncio. Enquanto existirem essas palavras, permanecerá viva a história de mulheres que escreveram não apenas para recordar o que perderam, mas para afirmar, diante da violência, a continuidade de suas vidas, de seus vínculos e de sua existência.
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