O outro o mesmo

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9788535915792
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      Borges: Luis Indisponível
    • 2
      Páginas
      ‹ ›
      232 Indisponível
    • 3
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2009 Indisponível
    • 4
      Ano
      ‹ ›
      2009 Indisponível
    • 5
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      ‹ ›
      14 x 1.3 x 21 Indisponível
    • 8
      ISBN
      ‹ ›
      9788535915792 Indisponível
    • 9
      Situação
      ‹ ›
      Disponível Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      ‹ ›
      08/12/2009 Indisponível
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A imagem do rio inesgotável que passa e permanece, refletindo um "Heráclito inconstante", sempre outro e o mesmo, está talvez na raiz desta coletânea. Os motivos do duplo, do tempo e da alteridade são constantes do fluxo intermitente e simbólico em que se transformou a emoção poética para Borges ao longo dos anos - a qual desapareceu para ressurgir em seguida -, reafirmando a vocação do escritor que se considerava sobretudo um poeta. O título serviu-lhe primeiro para designar uma seção da Obra poética, republicada com muitos acréscimos em 1964, depois de longo silêncio, quando de fato a poesia parecia ter se esgotado. Mas logo se viu que não, e a expressão passou a designar quase toda a produção lírica de meados de sua vida, revelando em plena forma a maturidade de um poeta que fora um dos fundadores da tradição moderna da poesia hispano-americana, desde os tempos da vanguarda ultraísta do início do século XX. O leitor terá a surpresa e o prazer de compartilhar a emoção contida de breves composições limadas com todo o esmero - "O instante", "Espinosa", "Everness", "Sarmiento" - e também a de grandes e complexos poemas como "Limites", "O Golem", "Poema conjectural", e sentirá a habilidade de Borges em nos mergulhar no vasto e infindável rio de tempo, memória e esquecimento, de que é feita nossa curta existência e a mais perdurável matéria da poesia. Aí está Buenos Aires. O tempo, que a outros homens traz ouro ou traz amor, em mim apenas funda esta rosa amortecida, esta vã barafunda de ruas que repetem os pretéritos nomes de meu sangue: Laprida, Cabrera, Soler, Suarez... [de "A noite cíclica"]

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