O Pampa virou mar: como o cinema gaúcho representa a maior praia do mundo?

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9786559664139
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    • 1
      Autor
      I. Boca Indisponível
    • 2
      Editora
      ALAMEDA CASA EDITORIAL Indisponível
    • 3
      Páginas
      138 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      1.5 x 14 x 21 Indisponível
    • 9
      ISBN
      9786559664139 Indisponível
    • 10
      Situação
      Lançamento Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      19/08/2026 Indisponível
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O livro O Pampa virou mar: Como o Cinema Gaúcho representa a maior praia do mundo?, de I. Boca Migotto, investiga como o cinema produzido no Rio Grande do Sul representa o litoral gaúcho e o que essas representações revelam sobre a identidade regional.A pesquisa parte de uma questão central: por que, nos filmes gaúchos ambientados no litoral, a praia aparece frequentemente no inverno, vazia e associada a personagens em deslocamento, solidão ou crise existencial?O autor relaciona essa representação à própria formação histórica do Rio Grande do Sul. Diferentemente de grande parte do Brasil, o estado se desenvolveu voltado para o interior, marcado pelo pampa, pela pecuária e pelas disputas de fronteira, enquanto o litoral permaneceu durante muito tempo à margem do imaginário regional.Ao analisar diferentes filmes, Migotto identifica uma mudança na maneira como o cinema gaúcho representa o território. O pampa, tradicionalmente associado à identidade e à afirmação regional, dá lugar ao mar como espaço de dúvida, deslocamento e transformação. Assim, o litoral deixa de ser apenas cenário e passa a funcionar como uma espécie de metáfora para personagens que estão em crise ou buscando compreender a própria identidade.A ideia central pode ser resumida na frase do próprio livro: "O mar não nega o pampa; ele o relativiza." O litoral aparece, portanto, como um espaço intermediário entre tradição e contemporaneidade, estabilidade e instabilidade, pertencimento e deslocamento.

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