SPINOZA - OBRA COMPLETA IV

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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      J. GUINSBURG: NEWTON CUNHA: ROBERTO ROMANO Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      PERSPECTIVA Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      560 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2020 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2020 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      12.5 x 21 x 2.8 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9788527310161 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Sob Demanda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      14/10/2020 Indisponível
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Obra singular e um dos modelos máximos do pensamento, a influência da Ética é quase impossível de ser medida, seja pelo rancor despertado nos meios religiosos, seja pela profundidade percebida nos círculos filosóficos. Nela se articula uma concepção metafísica a uma finalidade de natureza moral, tendo em vista a realização de um arraigado sonho humano: a beatitude. Para tanto, um comportamento prático inusual requer a convergência do conhecimento da necessidade com a liberdade de se impor deveres. Em uma notável crítica da linguagem, contra o aluvião de palavras denunciado pela filosofia desde os diálogos platônicos, Spinoza ensina a usar a fala e a escrita sem nelas depositar plena confiança nem as empregar como critério de saber e ação. Na língua se exercem as tiranias política e teológica. Ligada à imaginação, ela possui um fascínio que envolve a mente humana, permitindo conduzi-la à servidão. No Compêndio de Gramática Hebraica, que com a Ética conclui esta edição de Spinoza: Obra Completa pela Perspectiva, o filósofo judeu-holandês acentua a obscuridade do latim, se comparado ao hebraico, língua na qual os substantivos e os verbos, os advérbios e as preposições, devem ser vistos como nomes e indicam algo que "tomba sob o entendimento", tornando difícil o palavrório, em especial o filosófico. O uso correto da língua, além de eludir os equívocos lógicos, desmascara os poderes que se digladiam pela dominação dos homens. Ambos os escritos se auxiliam mutualmente, vinculando-se ainda aos tratados políticos. Tudo serve à edificação da liberdade.

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