VOTO COMO VETO, O - A DEMOCRACIA NA ERA DA REJEIÇÃO - BIBLIOTECA DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA E TEORIA DO DIREITO
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Autor : FERNANDES, DIEGO ANTEQUERA
Editora : JURUÁ EDITORA
Páginas : 176
Edição : 1 - 2026
Ano : 2026
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 15 x 21 x 0.88
ISBN : 9786526323410
Situação : Sob Encomenda
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Nas democracias contemporâneas, a confiança na política e nos políticos vem cedendo lugar a um cenário de desconfiança generalizada. Um dos sinais mais visíveis desse quadro é a alta rejeição a partidos e candidatos: cada vez mais, o vencedor não é aquele capaz de reunir em torno de sua candidatura um significativo apoio positivo, mas aquele que se beneficia do voto de rejeição ao adversário. No mesmo movimento, o antipartidarismo, a polarização afetiva e a animosidade entre os campos antagônicos intensificam a violência política e comprometem a representação, a governabilidade e a estabilidade institucional.Partindo de uma reconstrução histórica e filosófica da democracia eleitoral-representativa, com especial diálogo com Pierre Rosanvallon, este livro aponta que o sistema democrático - estruturado pela tensão entre confiança e desconfiança - entrou em desequilíbrio ao longo do século XX, agravando-se no início do século XXI. A desconfiança cidadã, que deveria operar como "contrapoder social" (vigilância, impedimento e julgamento), degradou-se em formas predominantemente negativas de expressão política, em que a soberania popular se efetiva mais pela capacidade de obstruir do que de propor alternativas de futuro.Ao examinar arelação desse ambiente com os novos populismos digitais e com o controverso protagonismo de autoridades independentes não eleitas, em especial, o Poder Judiciário, a obra disseca as novas estratégias de oposição povo-elites, ao mesmo tempo em que aponta os limites e contradições da resposta baseada na "democracia militante".Como alternativa, direciona o olhar ao sistema eleitoral vigente, à sua adequação a um contexto de exacerbada rejeição, e convida à reflexão sobre suas potencialidades como instrumento de defesa democrática verdadeiramente popular.
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