Nativa do Brasil ela não é, mas se deu muito bem por aqui. China, Polônia e Áustria estão no caminho da amoreira, planta esplendorosa que forneceu o fio condutor para os contos deste livro.O fio começa no século XVIII, com Tereza fugindo para o quilombo de Quariterê; atravessa o Bom Retiro paulistano do início do século XX, onde dona Raquel cria sozinha cinco filhos; cruza o oceano até a Viena dos anos 1930, de onde uma família judia precisa escapar às pressas do avanço nazista; e chega aos dias atuais, com os "caminhantes" - aqueles que, na velhice, descobrem novos sentidos para a vida.Os galhos, carregados de recordações, emprestam emoções e sombras aos personagens das histórias. De cada recomeço forçado, alguém leva consigo um galho da amoreira. Porque há raízes que não se deixam para trás.