"O trabalho de cada dia é um paralelo exato do anterior, mas em uma superfície mais adiantada, cuja massa e extensão permanecem ocultas à consciência. A totalidade só pode ser intuída; o curso e a intenção devem ter penetrado no sangue. Toda a atenção, toda a paciência devem voltar-se para o pequeno, o ínfimo: a palavra, a linha, o passo a passo. Direi ao aprendiz: 'és arquiteto antes de empunhar a pena, inclusive nas pausas de revisão, de previsão, de reflexão; mas enquanto estiveres na lida propriamente dita, sê pedreiro, carpinteiro, telhador, marceneiro, pintor'. Mantém em ti essas funções separadas, não percas de vista nenhuma das etapas, vigia cada prego e cada tijolo". "Tudo deve fluir sem limites, o guia deve deixar-se guiar, o companheiro aventurar-se por conta própria, o instinto enobrecido deve afastá-los e aproximá-los conforme a necessidade e o afeto de cada dia - o objetivo é a transformação, ou melhor, a cotransformação. Assim, talvez o discípulo de que eu falava no início não exista, afinal; talvez exista apenas o companheiro que me ensina o que devo ser porque eu lhe mostro quem e o que ele é. Parece que sim. As 'obras', então, são algo apenas secundário"."Tudo deve fluir sem limites, o guia deve deixar-se guiar, o companheiro aventurar-se por conta própria, o instinto enobrecido deve afastá-los e aproximá-los conforme a necessidade e o afeto de cada dia - o objetivo é a transformação, ou melhor, a cotransformação. Assim, talvez o discípulo de que eu falava no início não exista, afinal; talvez exista apenas o companheiro que me ensina o que devo ser porque eu lhe mostro quem e o que ele é. Parece que sim. As 'obras', então, são algo apenas secundário".