A ERA DE RICARDO III: GUERRA CULTURAL COMO MÉTODO

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9786559287581
R$ 67,90
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    • 1
      Autor
      João Cezar de Castro Rocha Indisponível
    • 2
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 3
      Ano
      2026 Indisponível
    • 4
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 5
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 6
      Dimensões
      14 x 21 x 1.4 Indisponível
    • 7
      ISBN
      9786559287581 Indisponível
    • 8
      Situação
      Pré-Venda Indisponível
    • 9
      Data de lançamento
      15/08/2026 Indisponível
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Um personagem shakespeariano permite decifrar a Esfinge da extrema direita, que, mesmo quando derrotada, segue devorando seus adversários. No papel inédito do vilão que não oculta seus propósitos, antes ostenta seu repertório de vilanias com orgulho e destemor, Ricardo III anuncia sem pudor: "Estou decidido a mostrar-me um vilão". Em seu caminho ao centro do poder, ele anuncia as desfaçatezes e as torpezas de que será capaz e, ainda assim, triunfa.Estamos no universo da forma-Ricardo III, que se regozija com as maldades que planeja, goza com a perspectiva da anarquia que precisa instaurar para sentar-se no trono. Vilania-ostentação, autorretrato involuntário de Donald Trump, Jair Bolsonaro, Javier Milei, Nayib Bukele e tutti quanti. Problema maior: a extrema direita chega ao poder por meio da decisão do eleitorado em eleições livres e democráticas. Para enfrentar essa equação paradoxal, Fiódor Dostoiévski complementa William Shakespeare. O narrador da novela Memórias do subsolo fornece uma chave nova de leitura: o ressentimento é uma força poderosa que muitas vezes nos leva a tomar decisões que nos prejudicam. O avanço da extrema direita também é a manifestação de ressentidos em escala planetária.Diante da perplexidade que os dilemas contemporâneos provocam em todos, este ensaio arrisca uma hipótese: a imaginação literária oferece uma alternativa única para inteligirmos o que de outra forma nos escapa. No fundo, estamos todos convocados ao papel de pequenos Édipos do cotidiano que desentendemos - de Corinto a Tebas a travessia é perigosa, porém promissora: abraça o mundo todo.

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