Há romances que nascem apenas da imaginação; outros, de um encontro entre a memória e a literatura. A garganta do Yumuri pertence a essa segunda linhagem. Ao receber da mãe, Ana Galdós, um conjunto de manuscritos e anotações de um romance que ela jamais conseguiu concluir, Frederick de Armas transforma um legado familiar em matéria de ficção, compondo uma narrativa que é, ao mesmo tempo, homenagem, reinvenção e exercício de memória.A ação transcorre nos últimos meses da Cuba pré-revolucionária. Havana, Matanzas e Varadero surgem reconstruídas com extraordinária riqueza de detalhes, como cenários de uma história em que convivem paixão, mistério, intriga política, crimes, obras de arte e antigos segredos. Enquanto a Revolução se aproxima como uma força inevitável, os personagens seguem presos aos afetos, aos privilégios, às ilusões e aos dilemas de um mundo prestes a desaparecer.