Al-Ghazali foi um pensador muçulmano que viveu na primeira metade do século XI e no início do século XII, em Bagdade, a capital do Califado Abássida, e noutras cidades. Foi professor e jurista muçulmano sunita, com uma vasta obra de teologia, filosofia e mística islâmicas. O seu legado é tão importante que é considerado por alguns estudiosos o pensador e teólogo sunita mais influente de todos os tempos. No domínio teológico, seguiu em grande parte a teologia ash?arita, com a respectiva concepção de Deus e dos atributos divinos - com ênfase na omnipotência divina -, assim como da acção humana, que era considerada como criada por Deus e adquirida pelos seres humanos. Al-Ghazali sublinhou a importância da experiência mística, sendo um defensor do sufismo, e colocando a mística no âmbito das principais disciplinas islâmicas. A sua influência na Europa prende-se com a tradução da sua obra Os Objectivos dos Filósofos para latim [.] que pretende descrever o sistema de pensamento dos filósofos islâmicos, em particular o de Avicena. É justamente por se afastarem da doutrina e da prática islâmicas, que critica os pensadores em A Incoerência dos Filósofos. Um dos problemas da filosofia islâmica, segundo al-Ghazali, é a sua origem grega, sobretudo com base em Platão e Aristóteles. Al-Ghazali afirma que não rejeita todas as ciências filosóficas, sendo preciso usar a razão em muitos casos; este livro, contendo as suas críticas dos filósofos, centra-se nas questões metafísicas e físicas.