A influência judaico-cristã na construção da Declaração Universal dos Direitos Humanos apresenta uma instigante análise histórica, filosófica e teológica sobre as origens ético-culturais dos direitos humanos. A obra propõe um mergulho nas tradições do Judaísmo e do Cristianismo, examinando como seus preceitos, práticas e valores ajudaram a moldar a noção contemporânea de dignidade humana.A partir de uma leitura crítica das Escrituras, dos ensinamentos de Jesus e dos movimentos proféticos, o autor traça paralelos entre normas religiosas milenares e os princípios universais consagrados em 1948. A obra amplia o debate além do direito positivo e das estruturas institucionais, ao mostrar como a solidariedade, a equidade e a justiça já figuravam como orientações de vida nas tradições bíblicas e proféticas.Destinado a estudiosos das áreas do Direito, História, Filosofia e Teologia, bem como a todos aqueles que buscam aprimorar seus conhecimentos nesta temática, o livro apresenta uma visão integradora entre fé e razão, revelando como a herança espiritual pode inspirar novos olhares sobre os desafios sociais contemporâneos.Mais do que um resgate histórico, trata-se de uma proposta de diálogo entre culturas, crenças e sistemas normativos, apontando para uma ética do cuidado e da alteridade como fundamentos de uma justiça verdadeiramente humana.