A mentira cara-pálida é uma autobiografia em que David Crow narra sua própria história, marcada por uma infância de abusos físicos e psicológicos cometidos pelo pai e pela negligência de uma mãe incapaz de protegê-lo. Em uma narrativa em primeira pessoa, direta e envolvente, o autor relata com riqueza de detalhes a violência cotidiana a que foi submetido, os crimes que foi forçado a cometer e as inúmeras vezes em que o pai ultrapassou os limites da lei, sustentado por um código moral distorcido. Ao expor sem suavizações a realidade de sua criação, Crow conduz o leitor por uma trajetória de sofrimento, sobrevivência e confronto com o legado de violência que moldou sua vida.