Nenhum sacerdote jamais dirá a missa com a devida devoção se não tiver a estima que merece um tão grande sacrifício. É certo que o homem não pode realizar ação mais sublime e mais santa que a de celebrar a missa: confessamos nós, forçosamente, que osfiéis de cristo, diz o concílio de trento, não podem exercer obra alguma tão santa, nem tão divina, quanto esse tremendo mistério (sessão 22, decreto sobre a observância na celebração, etc). Nem o próprio deus pode fazer com que haja no mundo uma ação maior que a de celebrar uma missa.Todos os sacrifícios antigos, com os quais deus foi tanto honrado, não foram mais que uma sombra e figura do nosso sacrifício do altar. Todas as honras que jamais tributaram e tributarão a deus, os anjos, com seuserviço, e os homens, com as suas obras, penitências e martírios, não puderam e não poderão chegar a dar tanta glória ao senhor quanto lhe dá uma única missa. E isto, porque todas as honras tributadas pelas criaturas são honras finitas, mas a honraque deus recebe no sacrifício do altar, sendo-lhe ali oferecida uma vítima de valor infinito, é uma honra infinita. A missa, portanto, é uma ação que tributa a deus a maior honra que é possível prestar-lhe: é a obra que mais destrói as forças do inferno, a que mais leva sufrágio às almas do purgatório, a que mais aplaca a ira divina contra os pecadores e a que maior bem traz para os homens nesta terra.