Com o aumento excessivode diagnósticos em crianças e adolescentes, é preciso nos perguntarmos se elesestão sendo ouvidos ou se simplesmente delegamos ao domínio do sabermédico-psiquiátrico todo problema que enfrentam. É verdade que cada vez maispercebemos que crianças e adolescentes sofrem. Também temos a impressão de quehoje esse sofrimento se manifesta de formas distintas, como em automutilações.Mas esse sofrimento deve ser reduzido necessariamente a modalidades que devemser consideradas transtornos mentais e, por isso, essas crianças devem serencaminhadas a psiquiatras e submetidas ao saber biológico sobre essesofrimento? Ou a uma combinação de fármacos e terapia cognitiva comportamental?