Seleção de versos nascidos entre 1998 e 2022, soletrados principalmente em noites cujas imperfeições, em meio à escuridão, conseguiram se camuflar com duvidosa eficiência - e nas quais as rimas se conheceram aos tropeços, impunes e desavergonhadas. É fato que algumas tardes intrometidas colaboraram; guardanapos rascunhados em mesinhas de bar com o velho papo de sempre: tempo, saudade, paixão, amor, todos esses elementos com os quais os versos costumam sonhar. E aos quais nós, pobres criaturas sentimentais, nos submetemos com indevida, mas necessária, intensidade - como se não houvesse amanhã.