Será que um corpo alquebrado pelos anos ainda é visitado pelo amor?A resposta afirmativa presente nesse livro é convite especial para as mulheres e homens a retomarem suas vidas naterna idadeda velhice. Sim, naterna idade, na idade em que o bom vinho pode guardar ainda seu sabor, ou a garapa saboreada na juventudesua forçaou mesmo aquela batida de limão que alegrava a alma nos dias de festa.Tudo pode voltar em forma de poesia e de terno pensamento para tentar embelezar o mundo com as últimas notas de uma valsinha.A autora busca no próprio poço de seu amor descobrir os ingredientes que o compõe e nos faz descobrir que o amor é mistura. Mistura de tantas experiências e situações. Mistura pura/impura, mistura de paixões, interesses e ternuras que irrompem sem serem anunciadas. Por isso há que acolher o amor, cuida-lo, amá-lo, conta-lo...Amar o amor na sua força e fraqueza, na sua finitude e desejada infinitude.Amar o amor na sua poesia, na sua beleza, nas suas rugas e cabelos brancos,no esquecimento e nas pequenas lembranças misturadas nos muitos tempos e nos muitos espaços da velha alma amante e amadaque gosta de viver o amor.O livro é apenas um convite para ousarmos contar-nos seguindo a chave do amor em nós. Essa é sua ambição sobretudo nos dias de hoje em que a gente parece não compreender grande coisa do mundo em que estamos vivendo. Uma taça de amor partilhado pode nos fazer bem. Pode convidar-nos à simplicidade de ousar contar-nos e acolher-nos como geração e como gerações em busca renovada do amor em nós.Para você, o que é mesmo o amor?