Alvoradas reúne poemas que nascem da experiência humana em seus momentos de revelação, inquietação e esperança. Ao longo dos versos, o autor percorre paisagens interiores onde se encontram memória, ética, amor, indignação e contemplação, revelando umolhar atento às fragilidades e às grandezas da condição humana.A vida é uma travessia. Em sua breve passagem pelo mundo, o ser humano avança entre alegrias e dores, incertezas e descobertas, agarrando-se às frágeis boias que encontra para atravessar o grande rio silencioso da existência. Alguns chamam esse percurso de "vale de lágrimas"; outros o reconhecem como uma jornada de aprendizado e transformação.Como médico, o autor teve o privilégio de testemunhar de perto esse drama humano. Ao longo de sua trajetória, pacientes lhe revelaram não apenas os mistérios do corpo, mas também os abismos e as grandezas da alma: medos, fragilidades, contradições e esperanças. Em muitos deles reconheceu algo de si mesmo.É desse encontro com a vida real que nascem os poemas de Alvoradas. Neles convivem a recusa firme diante da injustiça e da covardia e, ao mesmo tempo, a celebração da beleza simples que se manifesta em gestos cotidianos, encontros inesperados e instantes de contemplação em que otempo parece suspenso.Com linguagem clara e intensa, o livro propõe ao leitor uma travessia por diferentes estados de espírito - da indignação moral à ternura, da perplexidade à confiança na vida.Cada poema sugere um despertar, uma pequena aurora interior.Mais do que um conjunto de poemas, Alvoradas é um convite à reflexão e à sensibilidade, lembrando que, mesmo nas noites mais longas, sempre pode nascer uma nova manhã.
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