Quem sou eu? Quem somos nós? Para responder a essas e outras perguntas, Francesco Russo, em Antropologia filosófica, segue um caminho especulativo que começa com uma investigação da noção adequada de "pessoa", um termo usado ao mesmo tempo para Deus e para o ser humano, e discutido desde os primeiros séculos do cristianismo até os debates mais recentes sobre transumanismo e robótica avançada, incluindo a Inteligência Artificial. O que têm de especial os seres pessoais? E o que os difere de todos os outros seres vivos ou das máquinas?Neste livro, o autor apresenta a pessoa como uma entidade viva, corpórea-espiritual e dinâmica, livremente orientada para a tarefa de ser em si mesma, inerentemente relacional, distinta pela cultura que ajuda a criar. Outra característica distintiva é que busca sentido e realização de valores, plenamente integrada a um ambiente a ser moldado e preservado pelo trabalho, além de marcada pela historicidade e pelo impulso de transcender o tempo. Dessa forma, o leitor poderá compreender melhor a si mesmo, aos demais e ao Ser que criou tudo isso a partir do nada.