No Brasil, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada poucos minutos. Em 2025, o país registrou o maior número de feminicídios da última década. Mas a violência não se encerra com o boletim de ocorrência: ela persiste, silenciosa, cruel e, por vezes, com desfechos fatais. Esta obra inaugura uma perspectiva ainda pouco explorada no direito brasileiro: a articulação entre a Lei Maria da Penha e o sistema de seguridade social. A violência doméstica é também uma questão previdenciária, assistencial e de saúde - e o Estado brasileiro ainda não respondeu à altura dessa realidade. Com rigor acadêmico e compromisso humanístico, a autora analisa as lacunas do ordenamento jurídico, os paradigmas fixados pelo STJ e pelo STF, o impacto da pandemia de COVID-19 sobre a vulnerabilidade feminina e as possibilidades concretas de proteção integral à mulher em situação de violência. Leitura essencial para advogados, magistrados, defensores públicos e estudiosos do Direito Previdenciário, esta é uma referência inédita para quem busca, além do debate teórico, respostas concretas nas quais o direito penal termina e a seguridade social ainda não começou.