Auschwitz, 1941. Um prisioneiro foge do campo de concentração e extermínio nazista. Como castigo, os guardas condenam um grupo de cativos a morrer por inanição em uma cela. Um dos escolhidos chora em desespero, e o padre católico Maximilian Kolbe, também preso, se oferece para tomar seu lugar. Partindo desse fato histórico integrante do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, Hilda Hilst imagina os últimos momentos desses prisioneiros no "porão da fome". Escrito em 1968, por ocasião do recrudescimento da ditadura militar no Brasil, este texto toca o mais profundamente humano em nós.