As ruas de um bairro, a memória da infância, a ressaca, o trem que atravessa a cidade, as conversas interrompidas, os dias que se repetem, os nomes que insistem em permanecer. Em As bolas de gude nunca se quebram, Mercia Pessôa reúne esses fragmentosnum poema longo e contínuo, conduzido por uma voz que avança por associações, desvios e retornos, como quem atravessa a própria vida sem a segurança de um mapa.