No coração do entre-guerras parisiense, sete irmãs vindas da Martinica - Paulette, Émillie, Alice, Jane, Cécile, Lucie e Andrée Nardal - abrem caminho para uma revolução silenciosa: a emergência de uma consciência negra global. Primeiras mulheres negras a entrar na prestigiada universidade Sorbonne, elas fazem de seu apartamento em Clamart, periferia de Paris, um dos grandes salões intelectuais da diáspora, onde circulam ideias, poetas e militantes vindos da África, do Caribe e dos Estados Unidos.É ali que germina o pensamento da negritude, antes mesmo de Aimé Césaire ou Léopold Senghor lhe darem nome. A partir de uma pesquisa inédita, conduzida com sensibilidade e precisão, Léa Mormin-Chauvac restitui o lugar central das irmãs Nardal na história mundial das ideias - pioneiras do feminismo negro francófono, mediadoras entre culturas, e figuras decisivas da modernidade caribenha. As Irmãs Nardal repara um silêncio histórico e ilumina a origem coletiva de um movimento que transformou a literatura e a política do século XX, retraçando a trajetória dessas mulheres pioneiras, símbolos das lutas feministas e antirracistas que mudaram os rumos do movimento negro mundial.