Ao longo de mais de quatro décadas de criação, Adriano Espínola construiu uma obra marcada pelo movimento. Seus livros mais conhecidos - de Táxi a Metrô, de Beira-Sol a Praia provisória - transformaram a viagem, a cidade, o trânsito dos corpose da linguagem em matéria poética. Em Ave nave do dia, esse impulso reaparece sob uma forma ao mesmo tempo mais livre e mais abrangente: a do percurso que atravessa tempos, paisagens e experiências, reunindo poemas escritos em épocas distintas, mas ligadospor uma mesma atenção ao mundo e aos seus sinais.