Esta obra analisa as perseguições de bruxaria na Europa moderna (séculos XVI-XVII), desconstruindo visões simplistas e explorando o fenômeno em sua complexidade. A autora destaca que a "caça às bruxas" não foi homogênea, variando em intensidade, métodos jurídicos e contextos regionais.O livro aborda quatro componentes interconectados: crenças religiosas (o diabo e o malefício), fatores socioeconômicos (pobreza e mudanças climáticas), sistemas jurídicos (tribunais seculares e inquisitoriais) ea questão de gênero (a maioria das vítimas eram mulheres, associadas à fraqueza moral e ao demônio).São examinados casos emblemáticos em países como Espanha, Portugal, França, Alemanha e Inglaterra, além de regiões consideradas periféricas, como aEscandinávia. A autora utiliza processos judiciais e tratados demonológicos para revelar como a bruxaria era entendida como um crime real, enraizado no cotidiano e nas mentalidades da época.