CADERNO DE LASCAS

SKU 319421
CADERNO DE LASCAS

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9786561391160
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      Alberto Martins Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      CÍRCULO DE POEMAS Indisponível
    • 3
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      ‹ ›
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      ‹ ›
      13.5 x 20 x 1 Indisponível
    • 8
      ISBN
      ‹ ›
      9786561391160 Indisponível
    • 9
      Situação
      ‹ ›
      Sob Encomenda Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      ‹ ›
      01/07/2026 Indisponível
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Chapas de metal, parafusos, placas de madeira, serragem, argila, zarcão: é no meio de "prateleiras cheias de tralha,/ uma confusão de cacarecos" que Alberto Martins, poeta e artista plástico, procura as lascas da poesia. E vice-versa. Neste caderno, em que as palavras convivem com a voz dura das gravuras, o poeta transita entre a anotação e a citação, entre a faxina e o sonho. A tinta preta das letras e das gravuras é a mesma.Caderno de lascas é um poema, ou uma série de poemas, mas sua forma transborda. Ao mesmo tempo, é um ensaio, ainda que também escape para outros registros. Essa forma oscilante, mutante, entre verbal e visual, forja uma reflexão sobre o trabalho do poeta e o do artista em geral, como trabalho mesmo, ação concreta do corpo, da mente, das ferramentas sobre determinados materiais, revelando a linguagem das coisas e, claro, as coisas da linguagem, testando diferentes escalas para o próprio gesto.Nessa oficina aberta, confluem os trabalhos - as artes - de escultores, gravadores, tradutores, mas também de soldadores, marceneiros, caldeireiros. Interessa ao autor chegar até o lugar em que as duas acepções de pintor, seja de quadros ou de paredes, não se distinguem. Por outro lado, essas "lascas" escritas, que partem do ateliê do gravurista, convidam a entrar na obra de um dos mais importantes poetas em atividade. No fundo, não há divisões entre as diversas práticas de Alberto Martins: dá para ouvir o martelo bater, a faca rasgar e o formão escavar sob suas palavras.

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