Somente é possível fazer uma história dos impressos levando em conta a desigualdade dos atores no jogo literário e os mecanismos de dominação que neles se manifestam. Violência e constrangimento tácitos e onipresentes fazem mover as engrenagens do mundo literário e precisam ser compreendidos de forma horizontalizada e verticalizada para fazer ver não somente as desigualdades entre dominadores e dominados, mas também os desiguais na desigualdade. Desse modo, questionamos: há desigualdade entre as regiões periféricas? Como compreender tais assimetrias? Foi seguindo essa dúvida que pensamos em reunir discussões que nos ajudam a responder a questão apresentada ou ao menos tomá-la como via de análise. Este livro tem, portanto, o objetivo de realizar uma cartografia diacrônica da circulação dos impressos, de modo a abordar seus aspectos temporais e geográficos, mediante a reunião das ricas abordagens e questões que revelam as assimetrias entre os diversos textos.