Em Céu insone, Maria Fernanda Aragão transforma inquietações, afetos e experiências cotidianas em uma poesia marcada pela atenção ao instante. O corpo, o desejo, o amor, a maternidade, a passagem do tempo, a memória, o medo e a relação com o outro atravessam poemas que oscilam entre a intimidade e a observação do mundo.Em versos livres, geralmente breves, a autora explora jogos de palavras, cortes, repetições e intervenções gráficas que multiplicam sentidos e dão ritmo a uma escrita direta, por vezes bem-humorada, por vezes atravessada pela angústia. Há uma procura constante pelo que escapa: aquilo que sentimos antes de compreender, o que permanece de uma relação, as marcas deixadas pelo tempo, a distância entre quem somos e quem esperamque sejamos.Entre a urgência e a contemplação, Céu insone encontra na poesia uma forma de permanecer desperta diante da vida - de seus encontros e perdas, de seus desejos, contradições e recomeços.