Esta obra propõe pensar sobre atitudes corriqueiras que nos lançam no círculo vicioso abismal da sobrevivência, assim como na possibilidade de transcendê-lo.Deter-se no que infelicita, questionando suas implicações, faz surgir respostas que trazem esclarecimentos transformadores.Devemos aceitar o limite ou ir além dele? Essa é uma pergunta que vivenciamos em várias situações.Quando somos reduzidos à manutenção de nossas necessidades, o horizonte que resplandece é o da satisfação delas. Ir além das necessidades requer questionamentos estruturadores de transcendência, e um dos primeiros desafios nessa estruturação é limpar resíduos gerados pela sobrevivência: medo, inveja, raiva, adaptação e divisões oportunistas criadas pela promessa de realizar desejos. Ao questionar essas atitudes estruturamos autonomia. Deixamos de ser conduzidos pelas conveniências e inconveniências e nos transformamos em seres no mundo com infinitas possibilidades.