Liliane Braga nos presenteia com uma escrita marcada por profundidade reflexiva, exigindo da pessoa leitora aprimoramento das próprias capacidades cognitivas e revisão dos próprios referenciais teóricos e epistemológicos para alcançar e bailar com adensidade das realidades apresentadas e humanizadas ao longo do livro. [...] Estamos diante de uma obra que nos convida ao encontro. Encontro com imagens, sons e gestos que atravessam oceanos e séculos, carregando na pele, na voz e no corpo o sopro vivo das ancestralidades africanas e afrodiaspóricas. Aqui, não se trata apenas de refletir sobre os modos de fazer e sentir o cinema, trata-se de permitir-se afetar-se por um pensamento conduzido pela abstração concreta da oralidade ancorada no tempocircular criando ranhuras e rachaduras estruturais nas lentes coloniais. (do prefácio de Viviane Ferreira - cineasta)