Sem força, totalmente desfalecido, seco e rachado, ocre com manchas em grená, fixo e trémulo, espesso e miúdo ao mesmo tempo, precisamente como se encontrava a terra, começo a cair do parapeito da palafita e, antes de desabar sobre meu próprio vômito na terra, olho maravilhado para o seu volumoso conteúdo marrom e preto, e vejo, exuberante, a vovó. Caio de braços abertos sobre o Grande rio. Tchibum. Fecho meus braços como quem aperta os mundos: um abraço assombroso. A morte não é o fim, mas uma nova vida. Os mundos riem da natureza e da cultura. Agora, entendo por que Zefinha, nossa avó ancestral, vivia com o rio Negro na boca.Trecho do conto Com o rio Negro na boca.