Sêneca, tido como um grande mestre do estoicismo, oferece sua sabedoria - que resiste ao tempo, como se escrevesse hoje - no formato de consolações a pessoas que sofrem.Duas consolações de Sêneca são dedicadas a mulheres: à aristocrática Márcia, que perdera um filho, e a Hélvia, mãe do filósofo inconformada com o exílio imposto a Sêneca. O outro diálogo consolatório é dirigido a Políbio, secretário do imperador Cláudio, e procura não apenas instar o interlocutor a reagir diante da morte de um irmão, como solicitar a reavaliação da pena de exílio infligida ao filósofo.Ao final, três cartas trazem profundas reflexões, em especial sobre a inexorabilidade da morte, o destino comum a todos nós humanos. Assim, estabelece-se um diálogo profícuo com outros textos de Sêneca, que debatem a felicidade e a brevidade da vida.