A obra investiga o papel dos grupos re?exivos destinados a homens autores de violência, como estratégia prevista pela Lei Maria da Penha no enfrentamento à violência contra a mulher. A partir da análise de diferentes produções sobre o tema, o trabalho discute os desa?os, limites e potencialidades dessas iniciativas, que buscam promover a responsabilização e a transformação de comportamentos ligados a padrões de masculinidade hegemônica. O texto também aborda o aumento dos casos de violência doméstica no Brasil, especialmente nos últimos anos, e re?ete sobre o impacto dessas práticas na prevenção da reincidência. Ao evidenciar a importância dos grupos re?exivos como complemento às medidas punitivas tradicionais, a pesquisa contribui para ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas à promoção de relações mais igualitárias e à redução da violência de gênero. Trata-se de uma leitura que instiga a pensar sobre os caminhos possíveis para transformar práticas sociais, desa?ar modelos tradicionais de masculinidade e construir novas perspectivas para o enfrentamento da violência contra a mulher.