Manter-se eternamente jovem, forte, atraente e produtivo tornou-se tanto uma preocupação masculina como um desejo contemporâneo. O aprimoramento das performances corporais e o controle das perdas da velhice passam a ser vinculados ao autocuidado, uma prática que ganha espaço como nicho de mercado, apesar das barreiras culturais masculinas. No cenário atual, somos, constantemente, lembrados pela publicidade que devemos nos cuidar, que podemos editar as marcas do tempo e gerenciar os riscos atrelados ao envelhecer. No mundo dos anúncios, a velhice é simbolizada como um tempo de fruição, uma etapa de autonomia e vitalidade mediada pelo consumo dos produtos do mercado da beleza, juventude e boa forma. Este livro explora a intersecção entre o autocuidado, o envelhecimento, o consumo e a construção social das masculinidades contemporâneas, expressos nos enunciados publicitários de suplementos alimentares. Além disso, propomos um olhar crítico e reflexivo sobre cuidado, corpo e gênero como práticas culturais.