"Corpa(o)s que contam, corpos que se lembram. Tecidos de afetos, fios de memória, rasgos de biografias e sopros de oralidades. I..]. Nesse exercício de sensorialidades, defendemos que a(o) corpa(o) [nossa(o)s corpa(o)s] é [são], ao mesmo tempo, ético-estético-poético-político. Um(a) corpa(o) que não se fecha em si mesma(o), mas que se desenha a partir de percursos situados, atravessados e marcados por experiências concretas. Reconhecemos que toda reflexão sobre a(o) corpa(o) é inseparável das diferenças que nos constituem e nos localizam a partir de raça, classe, gênero, identidade de gênero, idade, região, religião e deficiência, dentre outros. Por isso, assumimos a importância de pensar a(o) corpa(o) numa perspectiva interseccional que nos permite visibilizar as camadas, tensões e possibilidades de existência que emergem quando múltiplos marcadores sociais se entrecruzam, fazendo da(o) corpa(o) um território sempre político e insurgente"