O livro conduz-nos a repensar as políticas de prevenção e repressão do fenómeno da criminalidade organizada enquanto fenómeno societário. Por isso, consideramos que o grande desafio prende-se com a efetividade da democracia e da Constituição democrática face à criminalidade organizada, cujas publicidades de lucros infindáveis e de uma presumida impunidade dos seus agentes, inaptidões ? mais do que inadequação ? do sistema de justiça criminal e novas dinâmicas de poder ? "criptopoderes" ?, lançama pergunta de se saber como se pode distinguir o Estado do Crime, melhor, distinguir entre Estado e Crime" (Do Prefácio).