"A talvez permanente situação de "crise epistemológica" vivida pela Criminologianão pode ser, em uma chave mais otimista, interpretada mais como umsaber que se critica permanentemente, questiona seus próprios fundamentos,tenta abrir espaços de diálogo com outros saberes, e que está aberto às mutaçõessociais e ao moto perpétuo das sociedades contemporâneas? E, alémdisso, que se reconhece, por vezes, incapaz de dar respostas prontas e acabadasacerca do fenômeno social (o crime) a que se propõe dar conta, de resto tãocomplexo e multifacetado?"