A História deve acomodar-se à tradição cabalística ou à tradição católica. Não é preciso muita sagacidade para ver que, nos últimos cinco séculos, o mundo está se conformando à tradição cabalística. O mundo do Anticristo avança rapidamente. Tudo converge para a unificação totalitária do filho da perdição. Daí também o sucesso do progressismo.Como as promessas de assistência do Divino Espírito à Igreja devem se cumprir nesta era cabalística e como se deve verificar que as portas do inferno nãoprevalecerão, não cabe na mente humana. Mas, assim como a Igreja começou sendo uma semente pequeníssima e se fez árvore frondosa, assim pode reduzir-se em sua frondosidade e ter uma realidade muito mais modesta. Sabemos que o mysterium iniquitatis jáestá operando; mas não sabemos os limites de seu poder. No entanto, não há dificuldade em admitir que a Igreja da publicidade possa ser vencida pelo inimigo e converter-se de Igreja Católica em Igreja gnóstica.Podem existir duas Igrejas: uma, a dapublicidade, Igreja magnificada pela propaganda, com bispos, sacerdotes e teólogos publicitados, e até com um Pontífice de atitudes ambíguas; e outra, Igreja do silêncio, com um Papa fiel a Jesus Cristo em seu ensinamento e com alguns sacerdotes, bispos e fiéis que lhe sejam leais, espalhados como "pequeno rebanho" por toda a terra. Esta segunda seria a Igreja das promessas, e não aquela primeira, que poderia desertar.Um mesmo Papa presidiria ambas as Igrejas, que, aparente e exteriormente, seriam apenas uma. O Papa, com suas atitudes ambíguas, daria margem para manter o equívoco. Porque, por um lado, professando uma doutrina intocável, seria cabeça da Igreja das Promessas. Por outro lado, produzindo atos equívocos e até reprováveis, pareceria como encorajando a subversão e mantendo a Igreja gnóstica da Publicidade.