Pensar o tempo é interrogar a própria condição humana. Nesta obra, Marialva Barbosa e Ana Regina Rêgo propõem uma travessia por temporalidades plurais que desafiam a linearidade ocidental. Entre filosofia, história, comunicação e pensamento africano,o livro revela o tempo como experiência viva, circular e espiralar - ritmo que conecta passado, presente e futuro. Dialogando com Kagame, Fu-Kiau, Mudimbe, Sodré, Martins e Nêgo Bispo, além de Pomian, Koselleck, Ricoeur e muitos outros e outras, asautoras entrelaçam cosmopercepções e regimes de historicidade distintos, afirmando a força epistêmica das diásporas africanas. Dimensões do tempo: diásporas africanas e tessituras históricas convida à escuta das ancestralidades e à reflexão sobre asformas de existir, resistir e lembrar num mundo que ainda tenta aprisionar o tempo em uma única direção. Mais do que um estudo sobre o passado, o livro propõe uma reconfiguração das relações entre tempo, memória e ancestralidade, tomando as epistemesafricanas como um campo vivo de produção de sentido.