Um menino de cinco anos brincando com sua espadinha de madeira no quintal; a mãe que, mesmo exausta, ensina as Sagradas Letras aos filhos (2Tm 3.14-15); o pai que provê mesa farta - material e espiritual - num domingo após o culto.Eis um retrato simples, mas carregado de poder: mais força há nesses gestos do que em qualquer batalhão deste mundo.Tanques de guerra, decisões judiciais e negociações políticas fazem os demônios gargalharem; o que os aterroriza são os joelhos dobrados de pais queoram e o balbuciar de bebês engatinhando. A restauração do cosmos começa na mais doce das trincheiras: o lar pactual.Não precisamos confiar no poder humano, pois a mesma mão divina que embala o berço dos infantes é a que guia o curso da história.Este é o sublime mistério que Chesterton contemplou ao afirmar que a coisa mais extraordinária do mundo é uma família comum vivendo seu propósito sagrado. Entretanto, este século se levanta contra a família cristã, buscando corroer os fundamentos da sociedade (1Tm 5.8). Por isso, é dever de todo cristão vestir a armadura de Deus e resistir às ciladas do mal (Ef 6.11-13).Jared Longshore, com ousadia pastoral, celebra a imponência de maridos e esposas que vivem a vida comum do lar como coerdeiros da graça (1Pe 3.7).Ele resgata a missão primordial de encher a terra e sujeitá-la sob o senhorio de Cristo (Gn 1.28), posicionando o lar como verdadeiro exército espiritual. Quando o marido ama com sacrifício (Ef 5.25), a mulher virtuosaé honrada como alicerce (Pv 31.10), e os filhos florescem como herança valiosa e flechas de guerra (Sl 127.3-5).A boca dos pequeninos emudece o inimigo e o seu choro suscita temor ao vingador (Sl 8.2; Mt 21.16).