É bem provável que você já tenha tido a sensação de que a gestão privada, realizada nas empresas, é melhor do que a gestão pública, praticada pelos governantes, qualquer que seja a sua esfera de atuação. Mas, será que é mesmo? Um dos aspectos mais cruciais é a diferença no horizonte de planejamento dos dois tipos de gestão. Na gestão das empresas, a duração é indeterminada, pois os proprietários conduzirão os negócios por longos anos e, em muitos casos, farão a sucessão para os seus herdeiros. Por outro lado, em um regime democrático, a gestão pública é caracterizada por mandatos públicos. Temos que lembrar, também, que o Estado é muito importante em época de crises, e isso tem a ver com o ESG. A indispensabilidade do Estado e sua capacidade de coordenar respostas abrangentes aos problemas emergenciais tornam-se evidentes para a sociedade. Sendo assim, hoje determinados governante e partido político (com sua respectiva ideologia) podem estar no poder, mas amanhã poderá entrar, por exemplo, a oposição. Isso nos faz refletir que a política é cíclica. Por outro lado, o ESG não, este veio para ficar.